26.8 C
Teresina

Bolsonaro: Eliminaremos desmatamento ilegal até 2030

Deve ler

Interpi lança biblioteca virtual com registros fundiários históricos nesta sexta (5)

Será realizado, nesta sexta-feira (05), no Auditório do Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade Federal do Piauí (UFPI), o lançamento da Biblioteca Virtual de...

Vacina contra Covid-19 em Teresina: veja quem pode ser vacinado hoje e o que fazer

A Prefeitura de Teresina começou a vacinação contra a Covid-19 no dia 19 de janeiro de 2021 e vem ampliando o público-alvo conforme chegam novas...

Casos de dengue têm aumento de quase 50% em relação a 2020 no Piauí

O Piauí já registrou 2.654 casos de dengue em 2021. O número é 44% maior que os casos registrados no mesmo período do ano...

Wellington Dias apresentará Edital PRO Verde na COP26

O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias, participará da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), que...

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (22) que o Brasil se compromete a reduzir suas emissões de carbono em 43% e a eliminar o desmatamento ilegal até 2030.

“Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar, e reafirmar, uma NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões inclusive para 2025, de 37%, e de 43% até 2030”, afirmou  Bolsonaro, na Cúpula de Líderes sobre o Clima.

O presidente se referia às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, em inglês), que são os planos que destacam ações, metas políticas e medidas que os governos pretendem implementar em resposta às mudanças climáticas – e que são um dos pontos centrais da implementação do Acordo de Paris.

A posição que o Brasil ficou na fila autoridades que discursaram na Cúpula de Lideres para o Clima, nesta quinta-feira (22), incomodou o Palácio do Planalto. A manifestação do presidente Jair Bolsonaro foi prevista para 10h48, após as falas públicas de representantes de uma dezena de países, alguns de economias menores.

Uma preocupação era que o presidente americano Joe Biden já não estivesse no encontro no momento da fala de Bolsonaro — o que ocorreu. Biden agradeceu e deixou a sala antes do discurso do presidente da Argentina. Bolsonaro foi anunciado pelo secretário de Estado, Antony Blinken.

Bolsonaro foi o 21º a discursar no encontro virtual, o que incomodou o Palácio do Planalto. Países com economias muito menores que a brasileira, como Ilhas Marshall, Bangladesh e Indonésia foram ouvidos antes. Além disso, o presidente dos EUA, Joe Biden, já não estava na cúpula quando o líder brasileiro discursou.

Ainda assim Bolsonaro afirmou que as metas brasileiras são uma resposta ao chamado por parte de Biden ao estabelecimento de compromissos ambiciosos para o combate às mudanças climáticas.

“Nesse sentido, determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em 10 anos a sinalização anterior”, prometeu o presidente.

“Entre as medidas necessárias para tanto, destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data.”

Bolsonaro disse reconhecer, no entanto, que essa será uma tarefa complexa, que precisará de “medidas de comando e controle” como parte da resposta.

“Apesar das limitações orçamentárias do governo, determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais, duplicando os recursos destinados a ações de fiscalização. Mas é preciso fazer mais. Devemos enfrentar o desafio de melhorar a vida dos mais de 23 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia, região mais rica do país em recursos naturais, mas que apresenta os piores índices de desenvolvimento humano”, destacou o presidente.

Para ele, a solução do que chamou de “paradoxo amazônico” é condição essencial para o desenvolvimento sustentável na região.

Defesa dos mercados de Carbono

Bolsonaro defendeu que os mercados de carbono – que permitem a negociação de crédito no mercado internacional – estão entre as principais fontes de recursos e investimentos para impulsionar ações contra as mudanças climáticas.

“Tanto na área florestal quanto em outros relevantes setores da economia, como indústria, geração de energia e manejo de resíduos”, afirmou o presidente.

Ele disse que também é preciso “haver justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta” como uma forma de reconhecimento do caráter econômico das das atividades de conservação.

O presidenta também afirmou ser fundamental a ajuda, inclusive financeira, de países, empresas, entidades e pessoas “dispostos a atuar de maneira imediata, real e construtiva na solução de problemas”.

Nota: Em seu discurso, Bolsonaro falou em reduzir as emissões em 40% até 2030. Ao divulgar a íntegra do discurso, o Palácio do Planalto afirmou que, na verdade, a meta brasileira de redução será de 43%

Leia a íntegra do discurso de Bolsonaro:

Com grande satisfação agradeço o convite para participar desta Cúpula de Líderes.

Historicamente, o Brasil foi voz ativa na construção da agenda ambiental global. 

Renovo, hoje, essa credencial, respaldada tanto por nossas conquistas até aqui quanto pelos compromissos que estamos prontos a assumir perante as gerações futuras.

Como detentor da maior biodiversidade do planeta e potência agroambiental, o Brasil está na linha de frente do enfrentamento ao aquecimento global.

Ao discutirmos mudança do clima, não podemos esquecer a causa maior do problema: a queima de combustíveis fósseis ao longo dos últimos dois séculos.

O Brasil participou com menos de 1% das emissões históricas de gases de efeito estufa, mesmo sendo uma das maiores economias do mundo. No presente, respondemos por menos de 3% das emissões globais anuais.

Contamos com uma das matrizes energéticas mais limpas, com renovados investimentos em energia solar, eólica, hidráulica e biomassa.

Somos pioneiros na difusão de biocombustíveis renováveis, como o etanol, fundamentais para a despoluição de nossos centros urbanos.

No campo, promovemos uma revolução verde a partir da ciência e inovação. Produzimos mais utilizando menos recursos, o que faz da nossa agricultura uma das mais sustentáveis do planeta.

Temos orgulho de conservar 84% de nosso bioma amazônico e 12% da água doce da Terra.

Como resultado, somente nos últimos 15 anos evitamos a emissão de mais de 7,8 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera.

À luz de nossas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, continuamos a colaborar com os esforços mundiais contra a mudança do clima.

Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar, e reafirmar, uma NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões inclusive para 2025, de 37%, e de 43% até 2030.

Coincidimos, Senhor Presidente, com o seu chamado ao estabelecimento de compromissos ambiciosos.

Nesse sentido, determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em 10 anos a sinalização anterior.

Entre as medidas necessárias para tanto, destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data.

Há que se reconhecer que será uma tarefa complexa.

Medidas de comando e controle são parte da resposta. Apesar das limitações orçamentárias do Governo, determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais, duplicando os recursos destinados a ações de fiscalização.

Mas é preciso fazer mais. Devemos enfrentar o desafio de melhorar a vida dos mais de 23 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia, região mais rica do país em recursos naturais, mas que apresenta os piores índices de desenvolvimento humano.

A solução desse “paradoxo amazônico” é condição essencial para o desenvolvimento sustentável na região.

Devemos aprimorar a governança da terra, bem como tornar realidade a bioeconomia, valorizando efetivamente a floresta e a biodiversidade. Esse deve ser um esforço, que contemple os interesses de todos os brasileiros, inclusive indígenas e comunidades tradicionais.

Diante da magnitude dos obstáculos, inclusive financeiros, é fundamental podermos contar com a contribuição de países, empresas, entidades e pessoas dispostos a atuar de maneira imediata, real e construtiva na solução desses problemas.

Neste ano, a comunidade internacional terá oportunidade singular de demonstrar seu comprometimento com a construção de nosso futuro comum.

A COP26 terá como uma de suas principais missões a plena adoção dos mecanismos previstos nos Artigos 5º e 6º do Acordo de Paris.

Os mercados de carbono são cruciais como fonte de recursos e investimentos para impulsionar a ação climática, tanto na área florestal quanto em outros relevantes setores da economia, como indústria, geração de energia e manejo de resíduos.

Da mesma forma, é preciso haver justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta, como forma de reconhecer o caráter econômico das atividades de conservação.

Estamos, reitero, abertos à cooperação internacional.

Senhoras e senhores,

Como todos reafirmamos em 1992, no Rio de Janeiro, na conferência presidida pelo Brasil, o direito ao desenvolvimento deve ser exercido de tal forma que responda equitativamente e de forma sustentável às necessidades ambientais e de desenvolvimento das gerações presentes e futuras.

Com esse espírito de responsabilidade coletiva e destino comum, convido-os novamente a apoiar-nos nessa missão.

Contem com o Brasil.

Muito obrigado.

 

Fonte: CNN Brasil

Mais Notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira seu comentário!
Por favor insira o seu nome aqui

Últimas notícias

Interpi lança biblioteca virtual com registros fundiários históricos nesta sexta (5)

Será realizado, nesta sexta-feira (05), no Auditório do Núcleo de Práticas Jurídicas da Universidade Federal do Piauí (UFPI), o lançamento da Biblioteca Virtual de...

Vacina contra Covid-19 em Teresina: veja quem pode ser vacinado hoje e o que fazer

A Prefeitura de Teresina começou a vacinação contra a Covid-19 no dia 19 de janeiro de 2021 e vem ampliando o público-alvo conforme chegam novas...

Casos de dengue têm aumento de quase 50% em relação a 2020 no Piauí

O Piauí já registrou 2.654 casos de dengue em 2021. O número é 44% maior que os casos registrados no mesmo período do ano...

Wellington Dias apresentará Edital PRO Verde na COP26

O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias, participará da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), que...

Motoristas do transporte alternativo intermunicipal do Piauí fazem protesto no Palácio do Karnak

Um grupo de motoristas que fazem transporte alternativo de passageiros entre cidades do Piauí, o chamado transporte alternativo municipal, iniciou um protesto em frente...