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Polícia investiga desaparecimento de bebê após mãe se arrepender de ter doado criança no Piauí

A doação, segundo a mãe da criança, foi feita ilegalmente. Vereadora de Palmeirais é investigada pela polícia por ter intermediado a doação. Mãe tenta recuperar o bebê desde outubro.

A Polícia Civil do Piauí investiga o desaparecimento de um bebê de um mês em Palmeirais, no Norte do estado, após a criança ter sido doada de forma ilegal. A mãe diz ter se arrependido de entregar o menino e procurou a polícia para tentar recuperar o recém-nascido. O caso é investigado pela delegacia de Nazária.

Segundo a mãe da criança, Cleiciane Dias, inicialmente ela tinha a intenção de colocar o filho para a adoção, de forma legal, mas teria sido procurada pela vereadora Mychelly Feitosa, da cidade de Palmeirais, que disse ter uma prima interessada em adotar o menino. Mychelly Feitosa é investigada pelo sumiço do menino e prestou depoimento.

“Eu estava gestante e sempre dizia querer doar a criança. A Mychelly me procurou e disse que uma prima dela queria adotar. Tive o bebê, entreguei, mas desisti. Elas queriam que eu fosse ao promotor e ao juiz para passar a esta pessoa, mas me arrependi. Procurei a vereadora e disse ter me arrependido, até porque o pai da criança fazia questão. Mas a mulher sumiu”, relatou.

O delegado Thiago Silva, responsável pelo caso, disse que, além da vereadora, outra pessoa é suspeita de ter participado do processo de adoção ilegal do bebê. As duas já prestaram depoimento. Já a pessoa que adotou de forma ilegal a criança ainda não foi localizada. O G1 não localizou a vereadora para comentar sobre o caso.

“A mãe é uma pessoa pobre, sem instrução. Ainda não constatamos se ela doou porque quis ou se foi instigada. Consta nos autos que ela não recebeu nenhuma vantagem econômica, mas foi acompanhada no pré-natal. Criminalmente, abrimos um inquérito contra a pessoa que desapareceu com a criança, mas a mãe poderá responder no âmbito civil”, explicou.

Para a Polícia Civil, a criança é considerada desaparecida. O delegado Thiago disse que aguarda a resposta do judiciário sobre o caso, e que a investigação continua. O caso é acompanhado pelo Conselho Tutelar. “Estamos tentando localizar essa mulher para reaver a criança. A criança é registrada, e essa mulher não tem nenhum documento dela”, comentou o delegado.

fonte: G1

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